Olá pessoal, primeiramente quero deixar bem claro que esse é um blog voltado para análise pessoal de algumas bandas que gosto, decidi fazer esse blog apenas para falar de um assunto que gosto muito, "música". Não pretendo fazer análises apenas de bandas metal/core/death/brutal e todos outros sub-gêneros do mundo, porque não é só esse gênero musical que gosto, gosto de muitos outros como jazz/fusion, clássica, funk/soul, pop/rock, pop, etc. Procuro expandir meu gosto musical ao máximo para aprender mais e mais, até mesmo porque gosto muito de analisar diferentes tipos de produções, mas em um geral vai ser mais voltado pro metal que é o que costumo ouvir com mais frequência. De início pretendo fazer as análises da seguinte forma:
1 - Como conheci a banda.
2 - Falando um pouco sobre a banda (integrantes, gênero, etc.).
3 - Análise do álbum em 3 temas, músicas que gostei, trechos dessas músicas (não muitos, tentarei ser breve) e produção (mix, master, etc.).
4 - Resumo.
PS: Não farei análise lírica, não é uma coisa que costumo analisar nas bandas, então em alguns casos só farei um breve comentário.
Bom é isso, de início pretendo usar esse modelo de análise, conforme eu for postando se me ocorrerem novas ideias eu tentarei aprimorar meus próximos posts. Como esse é meu primeiro post não se assuste se você se confundir com a forma que eu tentar desenvolver o assunto, pode ser que eu fale e fale e não seja objetivo (como agora lol). Não só aceitarei como quero ver/ouvir críticas construtivas.
So, here we go!
The Faceless
Como conheci a banda:
Nada melhor do que começar falando sobre uma banda que conheço tanto e que é minha preferida também, como muitos já sabem, e só ressaltando que farei uma análise um pouco mais detalhada dessa banda, porque afinal essa é minha banda preferida. Eu me lembro bem como conheci o som dos caras, no final do ano de 2007 quando ganhei meu primeiro PC, em uma época que eu estava começando a conhecer o Death Metal, o TDM (technical death metal) para ser mais específico, ouvia bastante Necrophagist essa época (só pra consta Necrophagist não tem um som "moderno", pelo menos na minha opinião). Estava eu perambulando pelo Youtube quando decidi ver um vídeo "top 10 death metal solos", algo assim, não vou lembrar 100%, ouvi um solo que paguei um pau, era o solo de uma música do The Faceless chamada "An Autopsy", na hora procurei saber da banda, procurei ouvir algumas músicas, lembro que as primeiras foram An Autopsy, All Dark Graves e Leica. Depois de um tempo ouvi o álbum Akeldama inteiro, foi aí que eu viciei no primeiro álbum. Percebi que mais do que o TDM tradicional, o The Faceless tinha algo a mais, os caras colocavam acordes diferentes nas músicas (pelo menos para mim eram exóticos) e melodias menores bem interessantes. Em 2008 (não lembro direito a data) eles postaram uma demo no MySpace deles, a música se chamava "The Ancient Convenant", quando eu ouvi foi essa minha reação > O_O... eu simplesmente viciei nessa música, eu pirava nessa única demo, pré-produção ainda. Em 2008 anunciaram um novo álbum chamado "Planetary Duality", no qual contei os dias do seu lançamento. Resumindo para não estender muito, quando o álbum saiu eu praticamente comi o álbum, bitulava mesmo, tirei quase todas músicas dele, no violão (não tinha guitarra, arregaçava meus dedos rs) e a banda até hoje é minha preferida.
A banda é dos EUA, da Califórnia, formada em 2004.
Progressive/Technical Death Metal (Technical/Deathcore, antes)
Letras falam sobre Ficção Científica e Conspirações.
O The Faceless já mudou de formação uma porrada de vez mas na época em que conheci era:
Michael Keene (Guitarra solo e vocal limpo)
Steve Jones (Guitarra base)
Brandon Giffin (Contra-baixo)
Marco Pitruzzella (Bateria) Ele fez apenas shows com a banda, baterista muito respeitado no meio TDM.
Derek Rydquist (Vocal)
A formação atual é:
Michael Keene (Guitarra solo e vocal limpo)
Wes Hauch (Guitarra base, sola também)
Evan Brewer (Contra-baixo)
Alex Rüdinger (Bateria)
Geoffrey Ficco (Vocal)
Essa nova formação é tipo elenco do Expendables, só que com músicos.
Fonte: http://www.metal-archives.com
Análise dos álbuns:
Sim como o título já diz vou analisar todos os álbuns da banda, que são 3.
Akeldama
O Akeldama é o primeiro full-lenght dos caras e foi lançado em 2006, composto pelas seguintes músicas:
1. An Autopsy
2. Pestilence
3. All Dark Graves
4. Horizons of Chaos I: Oracle of the Onslaught
5. Horizons of Chaos II: Hypocrisy
6. Leica
7. Akeldama
8. The Ghost of a Stranger
Foi um álbum que gostei bastante, mas dos três é o que menos gosto, nessa época ainda tinham algumas músicas com bastante influência Deathcore, uma coisa que em pessoal não me agrada muito, hoje em dia. As músicas que mais gosto nesse álbum são:
An Autopsy - Não tem um trecho em específico, talvez pela música ser frenética o tempo todo, e terminar com o solo que fez eu conhecer a banda :)
Horizons of Chaos I: Oracle of the Onslaught - A música começa com um riff muito bonito, melodia interessante e a música tem ótimas transições.
Akeldama - A faixa título é uma das minhas preferidas da banda, acho que a música inteira é épica mas de 3:26 pra frente rola um feeling brutal hehehe... começa uma chuva de melodia bonita. Com direito a arpejo de três dedos do Michael Keene, alguns vão saber do que eu to falando.
Link das músicas
An Autopsy: http://www.youtube.com/watch?v=4z2diq_hjFE
Horizons of Chaos I: Oracle of the Onslaught: http://www.youtube.com/watch?v=Ww-ecPMKzA8
Akeldama: http://www.youtube.com/watch?v=R3tlofsUbcY
Produção - Akeldama
Eu acabei não comentando lá em cima mas no The Faceless o grande cabeça da banda é Michael Keene, poder perceber que da formação antiga o único que restou é ele. Ele mesmo grava as músicas da banda, e também trabalha com produção musical. Já produziu algumas bandas como Veil of Maya e Born of Osiris.
No geral eu gosto bastante da mix desse álbum, bumbo não tão kickado, caixa seca e lata (como todo death metal tem que ser, é uma forma de deixar o blast beat da bateria mais definido, e também por fluir bem com o resto dos instrumentos), baixos bem discretos e um timbre de guitarra um pouco mais high-gain e agudo do que nos outros álbuns.
Planetary Duality
Esse é o segundo álbum da banda, foi lançado em 2008, com as seguintes músicas:
1. Prison Born
2. The Ancient Covenant
3. Shape Shifters
4. Coldly Calculated Design
5. Xenochrist
6. Sons of Belial
7. Legion of the Serpent
8. Planetary Duality I (Hideous Revelation)
9. Planetary Duality II (A Prophecies Fruition)
Esse é o álbum que mais gosto da banda, em algumas músicas com aquele clima "aliens" , meio sci-fi, vozes de robô e lead guitars reforçando ainda mais a ideia. Aí você diz "então os caras pararam com TDM? ou eles mesclaram tudo?" e eu te digo, sim! Eles mesclaram, ainda rola muita palhetada em fusa acompanhando o bumbo e o blast beat da bateria, e muitos sweeps na guitarra alá Necrophagist. Minhas músicas preferidas desse álbum são:
The Ancient Covenant - Outra que começa sem massagem, com um sweep no baixo (ou two hands) e muito blast beat na música, coisa que adoro! Mas o que mais me impressionou e impressionou também meu amigo Mauricio Bertholi foi o riff do final da música, em 2:39. Eu ficava voltando e voltando a música pra tentar entender o riff, é um dos melhores riffs que ouvi até hoje... sensacional!
Coldly Calculated Design - Bem como eu gosto, essa música também começa sem conversa e o riff com aquele acorde que não sai da cabeça. A música passa por várias transições, partes pesadas, jazz e com melodias épicas. Talvez a parte que mais gosto é o riff em 2:23 que entra junto o vocal limpo de Michael Keene.
Planetary Duality II - Essa sim tem um clima "aliens" hehehe... essa música contribuiu muito com as minhas idéias na hora de compor, tem um riff complicadíssimo em 2:45 no qual Lucas Brito até comentou comigo "como Steve Jones dava conta desse riff", acho que quando eu aprendi esse riff ele mudou minha vida lol... sem falar na melodia dessa parte que dispensa comentários. E a música fecha com chave de ouro, com um riff bem pesado em fade out.
Link das músicas
The Ancient Covenant: http://www.youtube.com/watch?v=Xx4DeqDz0mY
Coldly Calculated Design: http://www.youtube.com/watch?v=H5y7cn7a4XU
Planetary Duality II (A Prophecies Fruition): http://www.youtube.com/watch?v=RkpxOuAp49o
Produção - The Planetary Duality
Nesse álbum deu para perceber que o Michael Keene deu uma grande evoluída tanto em composição como em produção. Aqui o bumbo já é mais kickado, a caixa mais grave (mas ainda seca), baixo ainda discreto e guitarra com menos ganho. Tudo bem equilibrado, resumindo, ótima mix.
Autotheism
Depois de 4 anos sem lançar nada os caras anunciam o álbum, fiquei pouco ansioso né, mas enfim vamos ao álbum. O álbum foi lançado no ano de 2012, já com a formação bem diferente, mas o cabeça da banda ainda lá, Michael Keene, porque sem ele não tem The Faceless. O álbum é composto pelas seguintes músicas:
1. Autotheist Movement I: Create
2. Autotheist Movement II: Emancipate
3. Autotheist Movement III: Deconsecrate
4. Accelerated Evolution
5. The Eidolon Reality
6. Ten Billion Years
7. Hail Science
8. Hymn of Sanity
9. In Solitude
Esse com certeza é o álbum mais diferente dos três, onde o vocal limpo de Michael Keene está muito mais presente. O álbum agora tem muito mais do que guitarra, baixo, bateria e voz, o álbum é repleto de sons ambientes, órgão, piano, coral, percussão, choro de criança, sim choro de criança, e por aí vai. De início eu estranhei um pouco a mudança mas ouvindo com o tempo gostei bastante do álbum. Uma coisa que evoluiu bastante foram as linhas de baixo, afinal agora é Evan Brewer quem escreve, não desmerecendo o ex baixista da banda, Brandon Giffin, claro. As músicas que mais gostei no álbum foram:
Autotheist Movement II: Emancipate - Com a primeira música do álbum mais tranquila essa já começa como um banho de água fria. Além dessa música conter melodias lindas ela tem a minha parte preferida do álbum inteiro, mas vamos começar falando do primeiro solo da música em 3:42, Michael Keene e seus arpejos de três dedo, simplesmente genial. Agora meu momento preferido da música e do álbum, talvez você ache ridículo por eu ter achado isso, mas eu simplesmente adorei esse trecho, que fica em 5:10, é basicamente uma transição que volta com a melodia principal da música, seguido de uma guitarra lead solando em tercina, blast beat na bateria e o acordes fantásticos... F#$@ demais!
The Eidolon Reality - Essa foi a primeira música do álbum Autotheism que eles mostraram, ao vivo e com uma demo. Três momentos épicos, entrada do refrão em 0:46, o primeiro acorde do refrão é supremamente definido e ficou com um timbre até difícil de explicar. 1:25 onde entra a transição pra parte progressiva e "torta" da música, complicado de entender no começo. E o outro trecho foi em 2:13, uma breve ponte pra voltar pro refrão, pode se falar até que ficou meio black metal essa parte, por favor não me condenem se eu estiver errado, porque não sou nenhum expert em black metal. Outro coisa, na Eidolon Reality eu preferi o take de voz do refrão da música demo, sem dueto, achei que ficou bem mais legal.
Ten Billion Years - A intro já é sem comentários, um riff épico atrás do outro, mas meu trecho preferido na música é sem duvida o momento do solo de Wes Hauch em 4:21, esse guitarrista maldito conquistou meu respeito em 1 segundo, com esse solo e no solo em que ele gravou na música do Periphery, chamada Mile Zero.
Link das músicas
Autotheist Movement II: Emancipate: http://www.youtube.com/watch?v=S6ggyvN7hYc
The Eidolon Reality: http://www.youtube.com/watch?v=dLPycXdZXyE
Ten Billion Years: http://www.youtube.com/watch?v=8w7dXhAGel4
Produção - Autotheism
Algo que me chocou nesse álbum não foi o Michael Keene ter usado bateria programada (Superior Drummer 2), mas sim o fato de que o timbre está bem "cru", em outras palavras o timbre está está "Deafault", obviamente que ele equalizou cada peça da bateria, usou compressores e etc, mas não teve aquela mudança drástica, não é aquele super timbre de bateria, mas mesmo assim, caiu como uma luva na mix. Mais uma prova que para se ter uma boa mix acima de tudo os instrumentos tem que "casarem" um com o outro, a mix toda tem que fluir, uma boa seleção de peças na bateria já é um grande começo. Uma coisa temos de concordar, o cara que falar que o Michael Keene programou bateria porque o baterista não conseguiria gravar é totalmente inválido. Se quiser tire suas próprias conclusões vendo vídeos de Lyle Cooper no youtube, que era o baterista que estava na banda na época da gravação. Resumindo, bumbo talvez o mais kickado dos 3 álbuns, caixa seca, baixo um pouco mais presente até mesmo por causa das linhas que estão mais trabalhadas e guitarras com o timbre mais definido que ouvi até hoje, pro estilo de música, define perfeitamente qualquer acorde.
Resumo
Ufa! É isso pessoal, é difícil não se estender quando você fala da sua banda preferida, ainda mais quando você comenta ela em vários aspectos. Como eu já disse, é minha banda preferida pelos motivos no qual você saberá se ler todo o post. Não pretendo fazer posts gigantes como esse, porque creio que quando eu for analisar outras bandas será apenas um álbum e eu serei mais objetivo. Esse é meu primeiro post e talvez eu tenha enrolado bastante na hora de abordar os assuntos, mas é isso, espero evoluir nos próximos. Obrigado a todos que leram, que tiveram a grande paciência pra ler até o final.
Se quiserem saber mais sobre a banda acesse os links abaixo:
Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Faceless
Metal-archives: http://www.metal-archives.com/bands/The_Faceless
Facebook: https://www.facebook.com/thefaceless
Junior Carlos
post totalmente incrivel sobre essa banda tipo '' rara'' gostei muito :)
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